Medo*

Medo: sentimento necessário para a sobrevivência humana. A gente nasce e morre com ele. Na infância, temos medo do escuro, do bicho papão, de ficar sem os pais. Crescemos e ele continua ao nosso lado. Medo de perder a virgindade, de não passar no vestibular, de tornar-se adulto. E, com o passar do tempo, esse sentimentozinho de merda se torna cada vez mais sofisticado.

Experiências ruins criam na gente uma espécie de “anticorpos do medo” que, frente a uma nova situação parecida com a anterior, entram em ação para nos defender de uma possível ameaça. Precisamos disso em certos momentos, claro. Mas como saber qual é a hora certa para despir-se do medo e enfrentar os perigos da vida de peito aberto? Como saber se aquela “possível ameaça” não se trata de uma incrível nova possibilidade?

Difícil é viver todos os percalços da vida, pisar em tantos pedregulhos, tomar tantas bordoadas e não se tornar apenas um corpo sem vida preenchido pelo receio de se ferir novamente.

*escrevi esse texto em janeiro, ele estava perdido por aí, achei bom publicá-lo aqui, para poder ler sempre que precisar (ou seja, todos os dias).

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